
Rubiães
Rubiães é uma das dezasseis freguesias do concelho de Paredes de Coura, uma vila portuguesa do distrito de Viana do Castelo, região do Norte e sub-região do Alto Minho.
Terra de tradições e antigos costumes, os seus habitantes ainda se mantêm ligados, essencialmente, à agricultura, pecuária e ao pequeno comércio.
Por estas terras cruzam-se a Rota do Românico e os Caminhos de Santiago, dando-se o caso de, por vezes, coincidirem, como é o caso da Ponte Românica de Rubiães, atravessada anualmente por milhares de peregrinos e a já muito antiga Igreja Românica de Rubiães, dedicada a São Pedro, um dos mais importantes exemplares do românico da região do Minho. A sua origem remonta a meados do século XIII, embora a configuração actual resulte de obras substanciais realizadas nos séculos XVI e XVIII.
É igualmente nesta localidade que se encontra um dos melhores e mais recentes albergues de Peregrinos o Norte de Portugal, o Albergue de Peregrinos de São Pedro de Rubiães.

Capela de Nossa Senhora do Alívio
Situada em Cossourado, uma freguesia do concelho de Paredes de Coura, é uma pequena capela incluída numa propriedade particular, construída em 1825.
Em 2011, foram-lhe efectuadas obras de restauro e beneficiação, exterior e interiormente.

Capela de São Bento da Porta Aberta
Um dos monumentos mais importantes da freguesia de Cossourado é a Capela de São Bento da Porta Aberta, que se ergue, majestosa, em frondoso arvoredo, num local paradisíaco, que convida o visitante a parar e a repousar à sombra fresca das árvores.
Fundada no ano de 1585, a fachada da capela é flanqueada por uma torre sineira, e constitui centro de grande romaria no segundo domingo de Julho.

Capela de Nosso Senhor dos Aflitos
Situada junto ao itinerário do Caminho de Santiago, em Fontoura, é um pequeno templo religioso, caracterizado, principalmente, por possuir junto da fachada traseira um cruzeiro, um dos símbolos da rota jacobeia.
Compõe-se de uma base de quatro degraus sobre a qual assenta plinto esculpido nas faces laterais com ornatos vegetalistas e um anjo alado na face central. Na parte inferior do fuste, de secção quadrangular, encontram-se esculpidas em relevo um bordão com vieira, símbolos compostelanos. No remate, sobre uma peanha, insere-se uma cruz com a imagem de Cristo.

Igreja Paroquial de Fontoura
Situada próximo do Caminho de Santiago, a Igreja Paroquial de Fontoura, situada na localidade com o mesmo nome, é dedicada a São Miguel. Com enquadramento rural, foi construída em alvenaria de granito, rebocada e pintada a branco excepto o embasamento, cunhais, cornijas, molduras e ornamentação que apresentam pedra 'à vista'.
Dispõe-se longitudinalmente segundo planta rectangular, de uma nave, e torre anexa com três registos onde, no último, se abrem quatro sineiras. A torre é coroada por cúpula bolbosa rodeada por balaustrada em granito com urnas nos extremos.
Na fachada axial, voltada a poente, abre-se porta com padieira encurvada e molduras laterais, com enrolamentos na base e junto à padieira, que se alongam acima desta terminando em arco canopial ligado, por sua vez, à moldura de um janelão rectangular envolvido e terminado com idênticos elementos estilísticos. Remate da fachada por cornija de lanços contracurvados com cruz latina no vértice e urnas com fogaréus nas extremidades laterais.

Ponte Romana/Medieval sobre a Ribeira da Pedreira
Situada no lugar que lhe deu o nome, no concelho de Valença, a ponte romana/medieval da Pedreira transpõe a Ribeira da localidade e integra o caminho velho e o Caminho de Santiago, que liga Cerdal a Paços.
É uma ponte em cantaria, de tabuleiro em cavalete, assente num único arco abatido, de aduelas compridas e com pegões cegos. O aparelho dos paramentos indica que sofreu sucessivos arranjos, particularmente nas fiadas superiores, em geral de aparelho regular, embora estas se registem exclusivamente nas fiadas inferiores. O seu pavimento encontra-se muito alterado, sendo constituído por lajes de granito e saibro compactado.

Capela do Senhor do Bonfim
A capela do Senhor do Bonfim situa-se na freguesia da Gandra, concelho de Valença, num local obrigatório de passagem para quem percorre os Caminhos de Santiago.
De acordo com uma placa existente na sua fachada principal, esta capela foi ampliada e restaurada por volta do ano de 1994.
É um templo de planta de uma só nave. O sino encontra-se colocado por cima da porta principal do templo.

Igreja Paroquial de Arão
As 'Inquirições' de 1258 referem onde teria sido construída, antes do século XII, uma igreja no sítio de Arão. Em 1514-1532, a igreja de Vilar de Lamas estava adstrita a Valença. Contudo, em 1551-1581, esteve englobada no conjunto das igrejas pertencentes a Valença, adstrita a São Salvador de Ganfei.
O templo, inserido em meio rural e envolvido por amplo adro murado, desenvolve-se longitudinalmente em nave e capela-mor rectangulares com longo corpo adossado a norte, integrando uma capela lateral enquadrada por duas sacristias, possuindo dois pisos a confinante com a nave e apenas um a que ladeia a capela-mor. As coberturas são diferentemente escalonadas e de duas águas. É construído em alvenaria de granito rebocada e pintada a branco com embasamento acinzentado.
Na fachada principal, a poente, a porta axial de padieira curva, sublinhada por cornija, une-se por moldura a um janelão com verga também encurvada e ligado por moldura à cimalha, com arranque por lados côncavos e término contracurvado em cujo vértice se ergue cruz latina enquanto os extremos são demarcados por urnas.
A torre situa-se num plano ligeiramente mais recuado e compõe-se de três registos, separados por cornija, com porta de verga recta no primeiro, pequeno vão no intermédio e quatro sineiras no último que é rematado por cúpula bulbiforme. Coroamento por conjunto formado por cruz e catavento, em ferro, com grimpa sobreposta por figuração (caçador com corneta e lobo).

Fortaleza de Valença
A Praça-forte de Valença localiza-se na povoação, freguesia e concelho de mesmo nome, Distrito de Viana do Castelo, em Portugal. A fortificação de Valença remonta à transição do século XII para o XIII.
A actual povoação remonta ao reinado de D. Sancho I (1185-1211), que a entregou a Paio Carramundo, com a obrigação de a povoar e organizar. Este fez erguer um reduto para a defesa do núcleo nascente, sucessivamente reformado e ampliado ao longo dos séculos.
Os vestígios que ainda subsistem do castelo medieval remontam às ampliações de D. Afonso III. A Porta do Açougue, a norte, ainda ostenta um escudo medieval na pedra de fecho; a Porta da Gambiarra, a leste, que comunicava para a zona ribeirinha e para a barca que fazia a travessia do rio Minho, constituía a entrada principal da fortificação e era ladeada por duas imponentes torres de planta quadrangular.
Considerada como a mais importante fortificação do Alto Minho, foi objecto de diversas intervenções de conservação e restauro ao longo do século XX. As estruturas que chegaram até nós mantêm-se em bom estado de conservação, encontrando-se abertas ao público.

Albergue de Peregrinos de Valença "São Teotónio"
Situado nas proximidades da Fortaleza de Valença, foi inaugurado em 2005, data da sua entrada em funcionamento. É propriedade da Câmara Municipal de Valença e o acolhimento dos peregrinos está a cargo da delegação de Valença do Corpo Nacional de Escutas.
O Albergue está aberto todos os dias. O acolhimento realiza-se entre as 16 e as 22 horas.

Ponte Rodo-Ferroviária Internacional sobre o Rio Minho
Em 1879, os governos de Portugal e Espanha concordaram com a construção de uma ponte sobre o Rio Minho, ferroviária e rodoviária, de forma a fazer a ligação entre Valença e Tui. As obras iniciaram em 15 de Novembro de 1881, ficando acordado que as despesas da sua construção seriam suportadas pelos dois países.
É constituída por cinco tramos de ferro: três centrais de 69 metros e dois laterais de 61,5 metros. O comprimento total, incluindo os viadutos sobre as margens, é de 400 metros.
Do projecto foi encarregado o engenheiro espanhol, D. Pelayo Mancebo y Agreda que se inspirou no sistema metálico do francês Gustave Eiffel, construtor da famosa torre em Paris no Campo de Marte que tem o seu nome.
Inaugurada a 25 de Março de 1886, permite a travessia sobre o Rio Minho e dá seguimento ao troço ferroviário internacional com destino à cidade espanhola de Vigo.

Tui
Tui é um município raiano da Espanha na comarca do Baixo Minho, província de Pontevedra, comunidade autónoma da Galiza. Situada junto à margem do rio Minho, é a principal fronteira entre Espanha e Portugal (Valença do Minho). O nome do município foi atribuído pelos romanos como Tude, e foi mencionado pelos escritores Estrabão e Ptolomeu.
O território de Tui foi habitado desde a pré-histórica, comprovado pelos vestígios encontrados durante a construção da estrada Vigo-Tui, junto à fronteira com O Porriño, que remonta ao Paleolítico Inferior. A chegada, no ano 137 a. C., de Decimus Junius Brutus e das suas tropas, marca o início da romanização deste território. Não restaram muitos vestígios visíveis desse período, embora tenham sido documentados em várias escavações. Por Tui passava a estrada romana que ligava Braga (Portugal) a Astorga passando por Lugo. Desta via conserva-se um marco miliário, que se encontra agora em Pontevedra, e um pequeno trilho de calçada na vizinha Valença.
Durante o período visigodo, a Catedral de Tui foi uma das sedes episcopais do reino da Galécia (actualmente corresponde à diocese de Tui-Vigo, e chegou a abranger todo o Alto-Minho).
No início do século VIII Tui sofre a invasão dos árabes que devastaram a cidade.
O nascimento de Portugal como reino independente da Galiza e Leão ocorre na primeira metade do século XII. Nesta época, o Rio Minho adquire seu carácter como uma fronteira natural entre Portugal e Espanha que perdurou até aos nossos dias.
Com a independência do reino Português Tui vai acolher, ao longo dos séculos, os múltiplos incidentes bélicos relacionados com as lutas fronteiriças. Em 1170 Fernando II mandou trasladar a povoação tudense desde a zona de São Bartolomeu à actual localização, dotando-a de um sistema amuralhado, do qual ainda preserva diversos tramos, concedendo-lhe foral e privilégios.
Em 1640, durante as guerras com Portugal, ampliam-se as muralhas medievais, adaptando-as aos novos sistemas defensivos. Até 1833 Tui foi uma das sete capitais do Reino da Galiza. Estes tempos correspondem à construção dos conventos das Clarissas (Las Encerradas) e de Santo António, e das igrejas de São Francisco e de São Telmo.
O sistema de foros manteve-se desde a Idade Média até ao século XIX. Por este motivo, era impossível transformar a agricultura capitalista. Os foros terminaram em 1926 com a aprovação de uma lei que permitiu aos agricultores o acesso à terra que trabalhavam após o pagamento de uma indemnização aos proprietários.
Hoje, Tui e o Baixo Minho passam por um processo de modernização no campo da indústria e da agricultura, a que se une o turismo, de um povo que procura conhecer a sua história e desfrutar da tranquilidade deste bela área da Galiza.
Quanto ao seu património, a Ponte Internacional de Tui, a Catedral de Santa Maria, o Convento e Igreja das Clarissas, a Igreja de São Francisco, os Jardins de Troncoso, entre outros, tornam esta cidade numa das mais visitadas da Galiza e a porta de entrada a Espanha para aqueles que fazem o caminho português em direcção a Santiago de Compostela.