De Ponte de Lima a Rubiães – Etapa 17

 

Ficha Técnica

 

 

Esta é a mais difícil de todas as etapas do Caminho Português de Santiago de Compostela, pela sua irregularidade, pelos trilhos de caminhar difícil e por se atingir nesta etapa o ponto mais elevado do Caminho, a cerca de 380 metros de altitude.

Partindo do Albergue de Peregrinos ‘Casa do Arnado’, o caminho continua pelo lugar de Além da Ponte, seguindo por entre velhos muros de pedra, num trilho de terra entre vinhedos característicos da zona.

Atravessa-se a estrada que segue para Arcos de Valdevez e Paredes de Coura com cuidado, seguindo-se em frente, por um trilho que passa junto à Quinta de Sabadão. Já na freguesia de Arcozelo, surge a igreja paroquial, dedicada a Santa Marinha. Seguidamente, passa-se pela primeira vez sobre o Rio Labruja, na ponte de Geira. Um pouco adiante vislumbra-se a autoestrada A3. Depois de descer e já sob um viaduto daquela via, o percurso continua à esquerda obrigando ao segundo atravessamento do Rio Labruja, sobre uma umas vigas de ferro em substituição de uma ponte, à data, inexistente.

Seguem-se alguns quilómetros com sucessivas subidas e descidas, atingindo-se a estrada alcatroada no lugar de Arco, freguesia de Labruja, que se percorre algumas centenas de metros, durante os quais se passa, pela terceira e última vez, sobre o Rio Labruja.

Num local de mudança de estrada, para a esquerda, encontra-se a pequena capela de Nossa Senhora das Neves e um cruzeiro, na sua frontaria. Neste ponto inicia-se a subida à Serra da Labruja, por uma rua estreita e de forte inclinação, passando-se junto a algumas casas e pequenas quintas.

Depois da ‘Fonte das Três Bicas’ inicia-se a derradeira subida que acompanhará o caminho até ao ‘Alto da Casa do Guarda’. Um pouco mais acima, atinge-se de novo a estrada, junto a um campo de futebol, num local identificável pelas placas de sinalização de trânsito a indicar Santana, Vinhó de Cima, etc. Neste local o Caminho não se encontra bem sinalizado, obrigando a ter redobrada atenção. Deve virar-se à esquerda e alguns metros depois deve seguir-se por um trilho à direita. É aqui que se deverá ter muito cuidado.

São estes dois quilómetros da vertente da Labruja os mais extenuantes de todo o Caminho, justificando uma alternativa para os ciclistas que não queiram transportar a bicicleta às costas. À meia encosta deve recuperar-se o fôlego junto à Cruz dos Franceses, ponto emblemático que assinala o local onde a população emboscou os retardatários do exército de Napoleão, na invasão de 1809. Avança-se depois o que falta até à casa do Guarda Florestal, onde existe uma bica de água fresca.

Atingido o alto do monte, inicia-se a descida acentuada pela vertente Norte. Passa-se sobre velhos moinhos, começando a aparecer alguns terrenos de cultivo, pertencentes à localidade de Agualonga. Prosseguindo, chega-se à estrada regional R-301, que se atravessa e segue em frente, chegando a São Roque. Nesta localidade e junto à EN-201 que liga Ponte de Lima a Valença, volta-se à sua direita. É aqui que se encontra a monumental igreja de Rubiães, de estilo Românico, e o marco miliário transformado em túmulo medieval, a Caracala, edificado no seu átrio.