De Barcelos a Ponte de Lima – Etapa 16

 

Ficha Técnica

 

 

Partindo da Capela de Santo António, em São João da Madeira, segue-se à esquerda pela Rua Visconde até ao Largo Luís Ribeiro. Deste ponto, continua-se agora pela Rua Oliveira Júnior até às antigas instalações da Fábrica Oliva, onde se curva, à esquerda, pela Rua da Fundição, saindo da comarca pela Rua da Várzea em direcção a Arrifana. Nesta localidade, passa-se a Capela da Senhora do Ó e chega-se ao largo da sua Igreja Matriz, que se atravessa, continuando o percurso sempre em declive ascendente.

Para esta nova etapa deve-se partir da Igreja Matriz de Santa Maria Maior de Barcelos, também referida como Igreja Matriz de Barcelos ou Colegiada.

Seguindo a direcção da Torre da Porta Nova e depois a da Igreja do Senhor Bom Jesus da Cruz, atravessa-se o Campo da Feira, passa-se junto à Casa de Saúde e igreja de São João de Deus, chegando à primeira rotunda na qual se segue em direcção a Norte. Percorrem-se alguns metros da N204 que liga Barcelos a Ponte de Lima, até se atingir nova rotunda. Neste ponto deve-se ter em atenção a indicação das setas, pois a partir daqui deve sair-se do local por uma rua estreita e enviesada.

Entra-se em Vila Boa, passando junto do Centro Social e igreja da localidade. Em Espírito Santo, ainda em Vila Boa, o caminho, que segue agora em terra batida, foi cortado com a construção da via-férrea da Linha do Minho. Por ser uma passagem sem guarda, exige muita atenção na sua travessia.

Em Lijó, passa-se pelo pontão sobre o ribeiro de Pedrinho, depois pela capela de São Sebastião, referida já como muito antiga no século XVIII, e pela capela da Santa Cruz, que comemora o milagre do aparecimento de uma cruz, em 1843.

Segue-se, de novo, o Caminho original até à Portela de Tamel São Pedro Fins, por onde se entra no Vale do Neiva. Passa-se pela igreja paroquial e pela capela da Senhora da Portela, do século XVII. Junto à capela existe um Albergue de Peregrinos.

É aqui no Vale do Neiva que o Caminho apresenta mais constrangimentos pontuais que impõem o recurso a troços alternativos. Um deles é já no seguimento da capela da Senhora da Portela, pelo que se deve tomar a N204 durante umas centenas de metros, virando depois à esquerda para a igreja nova de Aborim. Passando a povoação, o Caminho segue entre campos agrícolas e ribeiros.

Descendo sempre chega-se ao Rio Neiva, atravessando-o na ponte das Tábuas e, logo a seguir, entra-se na vila de Balugães, onde se passa pela igreja românica de São Martinho. Uns bons metros depois e após novo atravessamento da N204, nova capela se aproxima do Caminho, a igreja de São Sebastião.

Novamente entre campos cultivados e caminhos estreitos, chega-se a Vitorino dos Piães. Localidade pertencente a Ponte de Lima, possui uma bonita igreja paroquial. Junto ao salão paroquial existe um conjunto de sepulturas antropomórficas.

A partir de Vitorino dos Piães até à Portela da Facha entra-se e sai-se várias vezes na Estrada Nacional em busca de alternativas aos troços comprometidos.

Na Facha, é obrigatória a passagem pela capela de São Sebastião e pelo nicho dedicado a Santiago. No lugar da Pedrosa, Correlhã, existe um cruzeiro do século XVII, datado de 1636. Em Barros, a capela de Nossa Senhora das Neves é um local bastante agradável para se aproveitar para descansar.

Percorrida a Facha, a Seara e a Correlhã, entra-se em Ponte de Lima pela Avenida dos Plátanos, que se atravessa, continuando-se pelo Passeio 25 de Abril em direcção à Ponte Romana/Medieval sobre o Rio Lima.

Transposta a ponte, segue-se a Igreja de Santo António da Torre Velha e, logo a seguir, o Albergue de Peregrinos “Casa do Arnado”, local ideal para descansar e pernoitar, pois é neste ponto que se dá por concluída esta etapa do Caminho Português a Santiago de Compostela.