De Vilarinho a Barcelos – Etapa 15

 

Ficha Técnica

 

 

Partindo do Largo de Vilarinho pela N306, sai-se dela pouco depois e em meia hora chega-se à ponte Dom Zameiro, uma bela ponte medieval sobre o rio com o mesmo nome, passando, logo a seguir, pela Capela e Largo de Nossa Senhora da Ajuda.

Tomando de novo a mesma estrada que corre entre muros de extensas propriedades agrícolas, chega-se a Junqueira, passando ao longo do muro de vedação da mata do Mosteiro de São Simão, seguindo até à Capela de São Mamede.

Após Junqueira, avança-se até chegar a Arcos, onde se atravessa a Ponte de Arcos, ou de São Miguel, de estilo romano/medieval, erguida no século XII, sobre o Rio Este.

Seguidamente surge, nas imediações, a igreja de São Miguel de Arcos. Passada a igreja entra-se no lugar de Moldes, abandonando o território de Vila do Conde.

Meia hora de caminhada depois chega-se a São Pedro de Rates.

O Caminho de Santiago segue, agora, o mesmo percurso de um circuito pedonal rural da localidade, com 8 km de extensão, denominado “Ecomuseu de São Pedro de Rates”. Este circuito obriga à passagem e visita aos principais monumentos e edifícios históricos da vila, nomeadamente, a igreja românica de São Pedro de Rates, que outrora foi a igreja de um extinto convento, a Praça, o Pelourinho, a Casa da Câmara, o Fontanário, entre outros. Este circuito ainda privilegia a arquitectura rural onde predomina o xisto, a paisagem rural, os moinhos de água e de vento, e a cultura do linho, do pão e do vinho.

Percorrido o centro desta localidade, chega-se ao Albergue de Peregrinos. Localizado num antigo edifício, o Albergue de São Pedro de Rates, situado na Rua de Santo António, foi o primeiro espaço gratuito em território português exclusivamente criado para acolher peregrinos em Portugal. Pelas suas dimensões e comodidades, este é um excelente abrigo para quem quiser aproveitar para descansar, abastecer-se de água, alimentar-se e, se necessário, pernoitar.

Prosseguindo, passa-se pelas freguesias de Courel e Pedra Furada, onde predomina a floresta, e toma-se, de novo, a N306. A partir daqui e até ao final da etapa, a construção marginal será uma constante, pois acaba-se de entrar nos subúrbios da cidade de Barcelos.

Seguem-se Pereira e Carvalhal, duas freguesias a percorrer no sopé do monte da Franqueira, palco da patriótica lenda do Alcaide do Castelo de Faria. As igrejas paroquiais das duas localidades merecem uma visita.

Seguindo o traçado primitivo do Caminho, desvia-se em Pereira da N306.

Estes últimos quilómetros são percorridos numa zona de menor trânsito que proporcionam mais segurança até Barcelinhos.

A entrada em Barcelos faz-se atravessando a ponte sobre o Rio Cávado, passando junto ao Pelourinho, Paço dos Condes e Museu Arqueológico, até à igreja Matriz da cidade, onde se dá por terminada esta longa jornada.

É de aproveitar o tempo disponível para visitar os principais monumentos da cidade.